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Rivalidade feminina: isto existe?

Por: Ramy Arany

Em épocas ancestrais as mulheres viviam muito unidas, pois tinham a consciência de que a força do elo era o que sustentava a força feminina para ela se manter firme e cada vez mais forte. Desta forma, a sustentação da união era uma missão de comprometimento entre as mulheres e, também, um ponto que as unia e fortalecia. Porém, houve um tempo que isto mudou e o elo entre as mulheres foi rompido e com isto a força feminina se fragmentou, pois uma força necessita de união, caso contrário ela se descaracteriza como força, pois ela se perde, como se ela se esvaísse.

Até hoje as próprias mulheres falam que não são unidas, que é difícil lidar com as mulheres e que também não são confiáveis. Tudo isto vem de crenças e de valores negativos contra a própria mulher e que por séculos determinou que a evolução feminina caminhasse por um caminho de opressão, limitação em todos os sentidos, dor e sofrimento. A mulher também foi A rivalidade entre as mulheres nas empresas já é foco de estatísticas que a comprovam e a detectam, trazendo sérios resultados educada para ser muito reservada em relação à sua intimidade de forma que, mesmo vivendo em grupo aprendeu a ser distante das demais, fortalecendo ainda mais a desunião feminina. Há bem pouco tempo ainda era parte de uma educação mais refinada a mulher não compartilhar sua vida e suas dificuldades com outras mulheres até mesmo do círculo familiar.

Infelizmente, com esta desunião as mulheres desenvolveram um comportamento de competição e de rivalidade entre elas e, na atualidade, já não são mais tão reservadas quanto antes, muito ao contrário, passaram de um extremo para o outro. As mulheres hoje levam a fama de: falarem demais; serem fofoqueiras; serem invejosas; sentirem ciúmes das demais mulheres; competirem entre si; chamarem a atenção para si; falarem mal das outras; inventarem mentiras sobre as outras; serem mais unidas aos homens, e preferirem a força masculina à feminina, etc. isto é muito interessante, pois é como se a mulher visse na outra uma oponente, inimiga, realmente uma rival a qual ela necessita estar sempre atenta para não ser atacada ou prejudicada de alguma forma.

Esta rivalidade e competitividade se estenderam para todos os setores da vida das mulheres, atingindo parentes, amigas, relações sociais mais distantes e as profissionais. A rivalidade entre as mulheres nas empresas já é foco de estatísticas que a comprovam e a detectam, trazendo sérios resultados que, muitas vezes comprometem as ações e as metas a serem alcançadas pelos vários grupos de colaboradores. Convido você a ler o artigo “Rivalidade feminina no trabalho: Quem lucra com isto?” da Prof.ª e consultora empresarial do Instituto KVT, Desenvolvimento da Consciência Empresarial Maristela Guimarães André, que aborda este assunto na visão empresarial.

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Rivalidade feminina: isto existe?

A rivalidade feminina provém da tendência comportamental de competição: a mulher quer estar mais bem vestida do que as outras; quer estar mais bem informada; mais elogiada; mais preferida; quer chamar mais atenção e se preocupa com sua imagem perante as outras de forma exagerada. Não quero dizer que todas as mulheres são assim desta forma, pois isto seria um erro muito grande, pois cada mulher tem sua individualidade e uma consciência, o que lhes confere ser uma pessoa única. Porém, falo de tendências e da incidência destas tendências em relação ao todo feminino, o que caracteriza a rivalidade e a competição entre as mulheres.

Quando uma mulher com tendência à rivalidade vê outra e essa outra está bem vestida, tem o corpo bem formado, é bonita, inteligente e se destaca por sua capacidade, logo vem alguma crítica em relação ao cabelo, por exemplo, ou a cor do cabelo, o jeito desta mulher andar ou falar, o som de sua voz, chegando até a por “defeitos” onde realmente não existem. Infelizmente isto é inerente à imaturidade emocional, visão muito pobre sobre si mesma, auto-imagem e auto-estima frágeis o que leva ao não reconhecimento de si mesma. Desta forma, a mulher sente necessidade de destruir a outra nem que seja somente para si mesma, (coisa que não é tão comum, pois a tendência é falar dentro de grupinhos contrários) para que o seu espaço seja garantido, ou até mesmo garantir o espaço do grupo quando este se sente ameaçado.

Estes pequenos exemplos são muito comuns e acontece com bastante freqüência mesmo que nos incomode e nos pareça impossível disso existir assim desta forma. Eu penso que realmente isto nos causa incômodo e até mesmo certa vergonha, pois nos mostra o quanto nós mulheres necessitamos trabalhar com nosso orgulho e nossa vaidade e crescermos emocionalmente e na consciência do feminino. Penso ainda, que não é mais tempo para esta desunião e que o feminino está pedindo o retorno do elo entre as mulheres.