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O bebê nasceu

Por: Ramy Arany

O que muda no relacionamento amoroso?

A gravidez, o parto e o pós-parto são ciclos que se interagem e conduzem a grandes mudanças não somente na vida da mulher, mas também do homem e do casal.

A própria gestação já, naturalmente, traz mudanças no relacionamento, pois a mulher se encontra em um momento muito especial e diferente, onde várias transformações se encontram ocorrendo. Não é somente a “barriga” que está grávida, mas sua vida por inteira: seu corpo; suas emoções, seu psicológico, seus sentimentos e também o relacionamento. Em relação ao homem, estas situações também ocorrem, claro que de uma forma diferente e assim, desde a gestação o relacionamento vai sofrendo mudanças naturais onde o casal procura ir se adaptando a novas formas de relacionar-se.

O nascimento é a consagração de toda a espera, porém, é uma experiência muito forte e intensa onde nasce um bebê, uma mãe e um pai. Daí, começa um novo ciclo: o cuidar do bebê; a amamentação e o se acostumar com uma nova e importantíssima pessoa dentro da relação.

Este primeiro período é muito delicado pois, novamente, o casal se encontra em um nova situação, mesmo que não sejam pais de primeira viagem. Um recém-nascido sempre é um novo ser, com personalidade e necessidades próprias, portanto exigindo dos pais, além dos cuidados naturais, muita observação, compreensão e dedicação para conhecê-lo e poderem com ele conviver. É um momento em que todas as atenções estão voltadas para o bebê.

Neste período a mulher também se encontra retornando ao seu “natural” do ponto de vista físico, porém os hormônios ainda estão em plena Este ciclo também pede a necessidade de novas formas de relacionamento atividades por conta da amamentação. É normal que a mulher se sinta muito sensível, carente de compreensão e cansada. Muitas não sentem vontade de contato sexual e é um período em que todo sentimento de “mãe” a preenche de forma muito abundante e profunda. Há um misto de sentimentos entre ser mulher, esposa, sexy e acima de tudo o de ser mãe.

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O bebê nasceu

Este ciclo também pede a necessidade de novas formas de relacionamento, cabendo ao casal a sabedoria de como fazê-lo. Para isto é necessário que haja muita sinceridade e compreensão mútua, pois o homem já se encontra saudoso de se relacionar com sua companheira como era “antes”. Porém, nada mais é igual, pois tudo mudou e não da para voltar ao passado. É necessário que o casal construa uma nova relação que de fato seja harmônica com o novo ciclo.

Um ponto muito importante a ser falado é sobre a responsabilidade das tarefas em relação ao bebê, à casa e a outros filhos. Para que haja a divisão de tarefas a mulher deve permitir que seu companheiro faça as tarefas do jeito que ele sabe fazer, ou que o ensine qual a melhor forma; que a mulher permita e estimule seu companheiro para que ele seja um “pãe”, pois assim, todos irão se beneficiar com isto.

A tendência é sempre querermos que nossa vida seja sempre do mesmo jeito; porém a vida na natureza sempre nos impulsiona para o novo. Desta forma, o relacionamento necessita acompanhar as transformações da vida de forma contínua e, não pensar que isto é uma coisa ruim, muito ao contrário. O relacionamento muda a forma através do tempo e cabe ao casal ir construindo o amor na relação de forma contínua.

Sempre oriento para que:

– O casal abra um espaço para conversarem diariamente. Este espaço é para falarem sobre suas dificuldades e diferenças de opiniões que ocorrem no dia a dia, principalmente pois são “dois” a cuidarem de “um”. Isto deve ser um momento de conversarem, de construírem um ponto de afinidade que não seja a verdade de um ou do outro, mas sim, um ponto em comum.

– O casal construa a relação sempre sendo verdadeiro um com outro.

– Que reconheçam a importância da união e da missão de serem pais, de serem guardiões de seus filhos.

O relacionamento vai mudando através dos tempos, porém quando o amor é de fato essencial a união permanece e é ela que nos dá as condições para enfrentarmos os desafios!