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Filho único

Por: Ramy Arany

São vários fatores muito fortes que levam à opção de se ter um único filho, como a insegurança devido ao tipo de vida da atualidade (trabalho, carreira, violência, responsabilidade, liberdade, sentimento de incapacidade de criar mais de um filho, falta de tempo, moradia dentre outros). Atualmente, muitos casais optam até mesmo por não terem filhos por estas mesmas razões.

O maior “prejuízo” para a criança é a questão dela não ter irmãos. De fato há uma perda emocional, afetiva, social, em relação a isto, pois as crianças que possuem irmãos, mesmo que seja apenas um irmão, possuem um sentido maior de família e de poder compartilhar entre irmãos sua própria história de vida, bem como a vida entre irmãos. Existe uma segurança de caso houver algum problema ou dificuldade, sempre existira o irmão ou irmãos para poder contar. Neste sentido, o desenvolvimento emocional e afetivo é diferente para quem tem irmão daquele que não tem, pois a criança aprende a compartilhar, aprende a dividir, sabe que não é somente para ela, pois existe outro que também tem o mesmo direito. Penso que esta experiência é muito rica, pois, a primeira “coisa” que a criança aprende é dividir os pais entre todos. O filho único tem também um tempo maior passado entre adultos, (dentro de casa) por falta de irmãos.

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Filho único

As decorrências que podem ser muito mutáveis de acordo com a educação, cultura, modo de convivência, formam algumas característica mais encontradas em “filho único”. Desta forma, o filho único pode vir a demonstrar a tendência de ser mais isolado, mais egocêntrico, ter maior dificuldade de sociabilização, de troca afetiva e de demonstração de afeto entre crianças, maturidade precoce (por conviver mais com adultos) sentimento de solidão, mimados e dificuldades de aceitação de “não”.

Por “fim” a questão da forma de como educar essa criança para ela não ter prejuízos, a partir do momento que os pais se conscientizam de que existem certas situações como as citadas acima, é possível minimizar certos prejuízos. Desta forma, os pais devem estar sempre atentos em relação a evolução de O filho único tem também um tempo maior passado entre adultos, (dentro de casa) por falta de irmãos seu filho como um todo. É importante que os pais sejam presentes na vida do filho e que promovam a sociabilização tão necessária, abrir espaços para que a criança possa conviver com outras crianças, não mimá-lo em excesso. Os pais devem proteger seu filho contra o excesso de obter tudo que quer. Muitos pais compensam suas inseguranças dando tudo que o filho pede. Observar como seu filho se comporta aonde quer que esteja e que sua saúde integral seja promovida com um estilo de vida que lhe propicie a que não se veja como uma criança especial ou diferente das que tem irmãos.