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Arquétipo da mãe

Por: Ramy Arany

Entender a “mãe” não somente como um arquétipo, mas principalmente como consciência. Já há algum tempo me despertei para o reconhecimento de que quando nasce um filho nasce também uma mãe e isto me traz a consciência de que mãe não é somente ter o filho, mas também crescer como mãe juntamente com o filho.

Observe que há uma profunda relação entre a evolução mãe-filho, pois a partir do crescimento do filho é que a mãe vai também crescendo e amadurecendo. O potencial materno já é com a mulher, pois isto é natural, porém, ele vai aparecendo, se mostrando ao longo da existência da mulher como mãe.

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Arquétipo da mãe !!!

Em relação ao arquétipo da mãe, vejo isto no sentido mais negativo, principalmente no tocante às tendências maternas, menos apreciadas comuns à maioria das mulheres, como por exemplo: a super protetora; a salvadora do filho; aquela que pensa que o filho é sua propriedade; a que faz chantagem emocional para prender o filho; a que vê o filho sempre como criança; aquela que acha que seu filho é superior; é mais inteligente, dentre outras tendências. Há também um ditado popular muito conhecido que diz que “mãe é tudo igual, só troca o endereço”.

Concordo que estas tendências existam por questões de conteúdos internos principalmente de apego e de super-proteção. Porém, não penso que isto corresponda verdadeiramente O potencial materno já é com a mulher, pois isto é natural à missão da mulher em ser mãe. Penso ainda, que este arquétipo traz também a questão das mulheres que não se desenvolvem nas demais áreas de suas vidas e com isto só sabem viver para os filhos onde o único objetivo de suas vidas são os filhos.

A mulher é um grande universo onde cada parte de seu ser reúne vários aspectos deste grande universo.
Assim, penso que necessitamos cuidar deste universo imenso que nos permite sermos mães e ainda crescermos como mulheres e fazermos disto um grande elo evolutivo.