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Mãe ausente

Por: Ramy Arany

Há tempos atrás as mulheres eram mães em tempo integral e se dedicavam quase que exclusivamente aos filhos, pois o cuidar deles era o que mais as preenchia. O objetivo maior na vida destas mães do passado era se realizar através dos filhos e ver o trabalho de “mãe” ser reconhecido pelo marido, pela família e pelos demais do círculo de convivência. O tempo passou, os costumes mudaram e as mulheres foram estudar e se profissionalizar e com isto um universo de oportunidades se abriu para elas.

São muitas as situações, contudo, que levam uma mãe a se ausentar do lar e dos filhos. Dentre elas, penso que a principal é a questão financeira que obriga a mulher-mãe a ter de trabalhar para sustentar as necessidades domésticas e dos próprios filhos. Outra é a própria escolha da mãe em trabalhar não somente pela questão financeira, mas também, pelo prazer em se realizar profissionalmente e seguir uma carreira.

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Mãe ausente !!!

Nem sempre, porém, uma mãe que trabalha fora e é ausente da casa significa ser ausente da vida dos filhos, pois há uma grande diferença entre trabalhar e por força das circunstâncias ser necessário permanecer fora de casa e ser uma mãe ausente, ou seja, não acompanhar de perto as necessidades dos filhos bem como o universo que os cerca. Muitas mães saem de casa todos os dias para seus trabalhos e deixam os filhos completamente “soltos”, no sentido deles resolverem suas próprias vidas, não se preocupando em acompanhá-los e orientá-los de perto mesmo estando fisicamente distantes.

Há que se considerar que a presença física ao lado dos filhos também não significa uma mãe presente, pois ser ausente não significa somente não estar fisicamente perto do filho, mas sim, não se interessar em acompanhar de perto o A falta de paciência em lidar com as dificuldades dos filhos e com isto o desinteresse chegando até ao egoísmo desenvolvimento dos próprios filhos, quer esteja fisicamente perto ou longe, delegando esta função para outros exercerem ou simplesmente deixando este espaço vazio. O passado e o presente se encontram em situações opostas, pois antes era “oitenta” agora é “oito”. Mas como recuperar o tempo com o filho já adulto?

Primeiramente é necessário compreender que o tempo passado não retorna, portanto não se deve pensar em recuperar, mas sim, em reconstruir a relação no presente e sustentá-la para que aja continuidade no futuro. Se você mãe foi ausente com seu filho e hoje ele ainda é próximo a você, aproveite o presente e seja mais companheira dele se interessando mais por sua vida, cuidando mais de seu conforto e bem estar, orientando-o quanto as suas necessidades, sendo mais companheira e verdadeiramente mãe. Não se culpe pelo passado e também não se cobre por nada, apenas faça hoje o que não foi possível fazer lá atrás. Seja aberta e fale claramente com seu filho sobre suas dificuldades no passado como mãe se libertando da auto-culpa e construa uma relação feliz e harmônica com ele. Lembre-se de que o melhor tempo é o agora!